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24/fev/2017

Passeio de barco por fortalezas atrai turistas em busca de natureza e história

A natureza exuberante, os estilos arquitetônicos e as fortalezas construídas pelo governo português para defender o território no século 18, são convites à descoberta da história e também opções de turismo para fazer passeios de barco com vistas panorâmicas de praias em Florianópolis.

Para visitar as construções, há várias possibilidades de diversão e conhecimento, tanto com embarcações animadas, quanto nas escunas mais reservadas. Há opções de escunas que percorrem diferentes trajetos e durações, como a Sambaqui.

Segundo Andrea Arzua, de 37 anos, marinheira de máquinas, o percurso é momento encantador e de aprendizagem.

“É um verdadeiro museu a céu aberto. Os visitantes conhecem a história, não só da Ilha e de Santa Catarina, mas de todo o Sul do Brasil”, explicou.

Passeio com a embarcação Sambaqui (Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

Passeio com a embarcação Sambaqui (Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

Os fortes mais relevantes são os de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa, Ratones e Araçatuba.

São de cinco a seis horas de barco, passando por outra fortaleza do chamado “vértice do sistema triangular de defesa”.

Atualmente, a restauração e a manutenção são coordenadas por um projeto desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Anhatomirim (Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

Anhatomirim (Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

Os ensinamentos começam ainda no caminho pelo mar da Baía Norte. Já no início é possível apreciar a paisagem e avistar as praias da região. É na Ilha que Ratones Grande que ocorre a primeira parada: a Fortaleza Santo Antônio de Ratones.

(Foto: Valtir Hammer Calixto/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Valtir Hammer Calixto/ Arquivo Pessoal)

Segundo o servidor público Valtir Hammer Calixto, de 32 anos, disse que a vegetação, a fauna da ilha e o principalmente o píer são atrações que proporcionam belos registros fotográficos.

“O forte centenário está muito bem preservado, uma das arquiteturas militares, das mais importantes do acervo da ilha. Dentro das construções, há muitas informações sobre as fortalezas de Floripa, porém elas não estão dispostas de forma favorável à leitura e esta é minha única ressalva”, afirma.

(Foto: Valtir Hammer Calixto/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Valtir Hammer Calixto/ Arquivo Pessoal)

O visitante tem a oportunidade de conhecer paióis de pólvora, canhões, instalações de usina de eletricidade, quartel, calabouço, estação radiotelegráfica, guaritas, casa de farinha, armazém.

Além disso, uma escadaria majestosa de 45 degraus feita de lioz, que é uma espécie de mármore português preservado até hoje em Anhatomirim. A escadaria leva até o portal de entrada, com inspiração oriental trazida da Ilha da Madeira.

Scheron Begnini

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

A estudante Scheron Begnini, de 19 anos, de Biguaçu, fez o passeio junto com a irmã e um amigo. Ela definiu o local como um “verdadeiro paraíso”.

“Gostei das construções antigas. Guardei cada momento na memória o lugar tem todo um ar de mistério e é super bem cuidado”, explicou.

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

Com a sensação de reviver um pedacinho da história do Brasil e de Santa Catarina, a advogada Vivian Bittencourt, de 33 anos, disse que o passeio “superou as expectativas”. Para fazer o trajeto, ela recomenda o uso de calçados confortáveis, levar lanches, protetor solar, chapéu, óculos de sol, roupa de banho e água.

“O lugar é muito bem conservado e limpo, e acaba sendo um passeio muito bonito e agradável, com belas paisagens. Outro ponto positivo é a proximidade da Baía dos Golfinhos, que possibilitou a avistar golfinhos, que também foi surpreendente”, disse.

(Foto: Vivian Bittencourt/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Vivian Bittencourt/ Arquivo Pessoal)

Para quem gosta de um ambiente mais descontraído e com brincadeiras.

A dica da estudante gaúcha Carol Wachleski, de 17 anos, é aproveitar o passeio temático dos piratas, com saídas que ocorrem do trapiche de Canasvieiras.

“Tem música, os guias coloca todo mundo para dançar com as coreografias que eles ensinam. O clima é de descontração. Fiquei maravilhada com a beleza da ilha e surpreendida ao encontrar lá capivaras”, comenta.

(Foto: Carol Wachleski/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Carol Wachleski/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Carol Wachleski/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Carol Wachleski/ Arquivo Pessoal)

A turista de Gravataí (RS) Daiane Roza, de 27 anos, fez questão de incluir a visita no roteiro. Junto com as amigas Miliane e Maiara Gomes embarcou em Canasvieiras para reviver alguns momentos da sua primeira visita ao local.

“Conheci a ilha em 2013, quando tinha até ossadas da baleia montada. A ilha é muito linda, os guias estão bem preparados para nos explicar. Faço hotelaria, por esse motivo gosto e presto muito a atenção nas histórias dos lugares”, afirmou.

(Foto: Daiane Roza/ Arquivo pessoal)

(Foto: Daiane Roza/ Arquivo pessoal)

O passeio também inclui paradas para banhos e leva para almoço no continente, na beira do mar, em Governador Celso Ramos. A empresa indica um restaurante conveniado, em que o almoço é pago à parte. Também são tarifadas as taxas de preservação das ilhas. No total, toda a diversão tem a duração média de cinco a seis horas.


Confira a galeria de fotos do passeio pelas fortalezas:

(Foto: Valtir Hammer Calixto/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Valtir Hammer Calixto/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

Scheron Begnini

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

(Foto: Scheron Begnini/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Escuna Sambaqui/ Arquivo Pessoal)

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(Foto: Carol Wachleski/ Arquivo pessoal)


Serviço

O quê: Passeio de barco pelas fortalezas
Onde: Saída de Sambaqui – Norte de Florianópolis
Quando: Diariamente, às 10h (Passeios fechados para grupos e para turmas de escolas e abertos a turistas principalmente no fim de semana)
Duração: 6h
Quanto: R$ 70 (adultos); Crianças de 7 a 12 anos e alunos de escolas: R$ 35; e crianças até 6 anos e acima de 60 anos não pagam
Mais informações no site
O quê: Passeio de barco pelas fortalezas
Onde: Saída trapiche de Canasvieiras – Norte de Florianópolis
Quando: Diariamente, às 10h e 12h
Quanto:
Adultos: R$ 83 *Considera passageiro free, crianças com altura igual ou menor que 1,20m
Mais informações no site

O quê: entrada nas fortalezas
Horário de funcionamento: De janeiro a março das 9h às 18h – De abril a dezembro das 9h às 17h
Bilhete duplo para as duas fortalezas: R$ 10 inteira – R$ 5 meia-entrada
Pessoas com mais de 60 anos e crianças com menos de 6 anos não pagam
Mais informações no site

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